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Nem tudo que reluz é ouro

Por 3 de setembro de 2018 janeiro 12th, 2019 No Comments

Semper Viri, irmãos

Faz um tempo que não publicava textos novos. Estou focado em publicar conteúdo exclusivo para os Patronos, caso não saiba o que é essa inciativa, clique aqui para ler mais sobre.

A verdade, embora seja dificilmente tateável, sempre foi nosso objetivo final, nosso bastião. Poderíamos mudar totalmente nossa visão como causa se provássemos que estamos errados, pois a verdade sendo atemporal e universal, não requer apresentações, pois é o que é, e isso basta. Mas nunca conseguiram, e trabalhamos duro para justamente desmontarmos falácia atrás de falácia para a conclusão de nossos projetos duradouros e isso embarcar até nossas próprias visões e parceiros. Mas como o próprio nome desse texto diz, nem tudo que reluz é ouro, pois nem sempre veremos o certo como nem sempre veremos o errado com as boas estigmas que a verdade carrega e nem com a imoralidade que a mentira traz consigo. Em tempos contemporâneos muito informação é proliferada e muita desinformação também, e temos a ascensão de milhões de nichos específicos, cada uma delas com seu próprio conceito de verdade, quando não muito, a renegam categoricamente. Então como encontrar a verdade ou qualquer resquício dela em um mar de opiniões polarizadas? Essa é a pergunta.

O conceito de ideologia carrega uma boa parcela dessa culpa, pois os que militam não adéquam ela a verdade, mas adéquam a verdade em sua ideologia afim de se manter correto, certo, verdadeira. A pauta para eles nunca foi alcançar a verdade e sim o sucesso de seus experimentos sociais, pois é um fim a si mesmo para a conclusão de obras no qual consideram vantajosas mesmo que isso atente contra algumas respostas encontradas no caminho. E mesmo reconhecendo as limitações, todos nós já estamos cansados de ouvir as mesmas desculpas e promessas vazias afim de continuarem legítimos. Nossas próprias instituições morais, que já estão em declínio há algumas décadas já perderam qualquer que fosse seu compasso moral e serve apenas de cabo de guerra entre frentes polarizadas que só se importam em poder de barganha, política de pão e circo e humanismo iluminista francês. Brigam, discutem e regozijam por um cachorro morto que é a nossa velha república declinada. Nós já superamos qualquer que fosse a ideia de se quer ousar a cogitar a ideia de tocar nesse campo. Todos nós já transcendemos a isso. A velha política já está longe de qualquer volta, pois quando uma planta nasce torta, não basta endireitarmos o caule, mas cortar o mal pela a raiz e plantar algo novo.

Para o bom homem em forma de arquétipo que exaltamos, este não se prenderia em ideologismos, e nem puramente na própria ideia de politicagem como conhecemos. Veja, a negação da política não precisa ser vista como um convite para para eremitismo, mas a ideia de que não precisamos do mesmo modelo como instituição de um status quo ruim. O guerreiro político sempre foi algo no qual nos respaldamos, assim como os estoicos que se viam como sábios que precisavam guiar os homens para a verdade. Mas não estamos aqui para apontar erros, mas para encontrar a paz, a verdade, a plenitude moral e tudo aquilo que importa para uma mente sadia. Quando vemos os movimentos sociais, todos eles muito entrosados no cotidiano de nossas cidades, eles acabam criando um desserviço enorme a tudo que poderia representa civilizacional ao mundo.

 Certamente, se não para conquistar uma virtude perfeita, ao menos em função de uma vida civil, é útil nutrir-se de opiniões de veneranda antiguidade e seguir uma tradição antiga de nobres ações, que os históricos e toda a estirpe dos poetas transmitiram à memória dos contemporâneos e dos posteriores.” – Crísipo. 739B

Se não for para nos dedicarmos a boas obras e coisas belas do que mais precisaríamos? Esse posicionamento levou homens o inevitável declínio de permissividade a coisas não-civilizacionais. Pois a exaltação de um comportamento incompatível e não-civilizacional não é benéfico, sempre foi um ponto importante do ideário. Esse simulacro de “Não é comigo” é uma faca de 2 gumes. Por toda a história da humanidade, instituições, sejam morais ou não, regularam, ditaram e propiciaram as ascensões e declínios de civilizações pela as pautas que elas se baseiam e permitiram. Renegar as instituições e abdicar-se delas é um problema grave e degenerativo. Sem falar os mesmos que nos atacam e renegam nossas instituições e valores anseia por nossa morte, censura e escárnio. Como já somos duramente censurados, porque a sociedade atual, com suas bases no estado democrático de direito nos considera agentes subversivos e que atenta contra essas instituições, que ao nosso ver, falidas. Por conta desta, temos que ter muito cuidado com o que falamos e defendemos.

Geon Tavares

Autor Geon Tavares

Aristocrata, fundador desta organização, escritor e fotógrafo nas horas vagas. Sonha em restaurar o glorioso Império Romano.

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