Saudações, Irmãos!

Faz um bom tempo que não entro em contato com os senhores, e as razões para isso não foram poucas. Após 6 anos trabalhando em tempo integral para o Semper Viri, precisei dar um tempo para me dedicar em projetos pessoais de autoaperfeiçoamento. Em resumo nesses 2 últimos anos que eu fiquei ausente, avancei com meus estudos no Japonês e tenho praticado Arte Digital.  Estive acompanhando de perto o progresso de alguns membros e também decidi acumular conteúdo e conhecimentos novos para prover novos conteúdos ao Projeto. Estive escrevendo o livro “Eros” por alguns anos de pouco em pouco e decidi lança-lo de forma Gratuita. Estarei lançando seus capítulos a medida em que eu for realizando as devidas revisões antes de publicar.

Um de meus desenhos.

Agradeço o apoio e carinho daqueles que estiveram comigo desde o início da minha jornada. Sem mais delongas, o primeiro capítulo de Eros.

Eros

De certo, era de se esperar que devido há tantos anos desde do surgimento desta iniciativa, concluíssemos e superássemos vários obstáculos em nossas vidas como homem e também como ideal. Desde 2012, onde comecei os meus projetos literários em prol de um amadurecimento comportamental e principalmente do engrandecimento de um homem frente a sociedade e seus prazeres corruptíveis ou não, amadurecemos e criamos coragem e firmeza para ser uma voz contra os algozes de nossa sociedade. Mas muito mudou nossas ideias do início até ao que somos hoje. Reformulamos nossas bases e aceitamos as condições impostas pela a verdade. Se o que fazemos frente ao mundo é, se não, uma soma de todas as variáveis que o mundo pode oferecer, talvez, sem refletir muito em devaneios, sejamos homens com um destino traçado e com objetivos tão claros e lúcidos como a água.

Esta obra existe como uma forma de direcionar-te ao óbvio. E a obviedade que reside neste humilde livreto possuí uma verdade colossal que as pessoas parecem ter esquecido no mais fundo de seus subconscientes.

Não residiu em mim o papel claro do ser julgador diante de tudo que o mundo representa. Nem sou o puro e imaculado que sempre desejei ser em toda minha vida, quando na verdade, fui o completo oposto por muito anos. Ao coadunar-me com essa podridão que representa as instituições da nossa corrompida sociedade atual, enfraqueci como homem e pratiquei a malesa, sendo muito das vezes de forma instintiva e não-natural. Afirmo como “não-naturais” tudo aquilo que atenta contra toda uma “moral” axiomática que regeu toda uma humanidade, apesar dos pesares e diferenças culturais, mas a tal moral, que é o padrão infinito, onde mora a prova cabal da existência de algo absoluto, inerente ao homem e seus anseios por comida, segurança, abrigo e lazer, independe de raça, cultura ou localização geográfica.  E por compactuar com tudo aquilo que fugisse disso, direcionei-me num mundo de desilusões onde eu não queria mais estar ali, mesmo estando e acreditando firmemente que ali residia a verdade, onde o prazer sendo o porta-voz de tudo que importava ao homem, embora seja inegavelmente muito importante. Aos sentidos sensoriais que presenciamos em pele, no plano físico e renegando tudo aquilo onde reside a verdadeira felicidade e plenitude do homem: A virtude.

E num mundo tão decadente quanto, e num Brazil tão infeliz quanto o resto do mundo, acabamos apostando todas nossas restantes forças numa felicidade falsa movida por ilusão e vícios a um apreço carnal de um desejo momentâneo fútil e dedicado apenas ao hedonismo puro e vil, sendo este, o mais nefasto ato frente a tudo aquilo que realmente importou ao homem e a mulher diante das belezas da verdade e tudo mais que ela representa lindamente. Esquecemos a nossa capacidade de amar, e foi no amor que residiu tudo aquilo que importou ao homem para mover montanhas e construir pontes em prol de algo duradouro, de um sonho utópico, de um desejo incessante que prezou pelo o coletivo inteiro, de pensar como – a harmonia social florescendo de forma natural diante da magnitude da verdade que existe – em um desejo ou amor platônico.

Não existe mais condição de compactuarmos com esse status quo que impregna a nossa juventude num mar de mentiras e falsas promessas de felicidades. Ficamos inertes, fracos e submissos. Por décadas o homem foi podado, destruído, a mulher violada e oprimida, que suportou e eclodiu em ideologismos imbecis que apesar dos pesares, diante de tudo dessa tristeza enraizada, voltaremos mais uma vez, a glória do homem, ao respeito da mulher do lar, e a tudo aquilo que maravilha os olhos e pensamentos de uma mente sadia e sã. A ao que representa essa decadência resta apenas o escárnio e a libertação dessas correntes em cima de um tabu ignorante que nada garante o que o homem de bem merece.

Felizmente, escrevo essa síntese que por via de dúvidas, me ajudará tanto quanto aqueles que precisam de um caminho após uma eventual queda que todo homem sofre em alguma parte da vida. Com receio fico daqueles que nunca provaram tais experiências, pois só os que não arriscam ou tentam não conhecem o sabor da derrota e o que aprendemos depois dela. Essa experiência que em sua totalidade é ruim, mas nos nutre com conhecimentos eternos que nos engrandecem e nos aprimoram para ser alguém melhor, mais forte e capaz. O homem assim como o animal, se amadurece com a soma dessas experiências que determinam se somos fortes, fracos, corajosos ou covardes. Ao animal, resta apenas os instintos, mas nossas emoções, sentimentos e personalidades formam algo muito mais profundo do que meros instintos animalescos. Qual é caráter de um homem frente ao abismo, após a sua queda e depois se reerguer? Não compremos o que os vendedores de uma autoajuda barata vendem. Não se limitem sendo aquilo que somos, sonhamos ou fizemos para melhorar após uma queda. Isso não é sobre permanecer com um sorriso no rosto, e tentar no dia seguinte. Não é sobre uma falha na carreira profissional, um término de relacionamento, uma demissão ou perda de um familiar. Não é sobre as coisas que nos rodeiam e sim sobre o que somos, em espírito e o que construímos ao redor de toda uma vida de sonhos e esperanças não terminadas.

Considero-me um adepto do laconismo. Aos que não conhecem o termo, resumidamente significa ser um homem de poucas palavras, sucinto, simples e direto. Não sou e nunca fui um homem grosso, ríspido, esnobe ou qualquer outro tipo de malesa que possa envolver o homem de poucas palavras. Mas o que pude aprender com a vida, seja com minhas experiências, leituras e conhecimentos, é que as vezes tentamos ser algo que não conhecemos completa-mente. Seja com conhecimentos que ainda são recém adquiridos ou que precisam de algo a mais para que isso acabe passando uma sensação de superioridade, ou de reconhecimento que nos transcende como su-periores. A prepotência do homem frente ao outro é a falta de um caráter? As sensações e sentimentos que nos florescem devem ser compartilhadas? Eu vos digo; Sim, é claro, principalmente com quem amamos, nutrimos respeito e admiração. Mas a humildade, acima de tudo, é um valor a ser estimulado? Corrigimos os enganadores, desmen-timos os caluniadores, renegamos os que renegam a verdade, mas e o nosso convívio, nosso cotidiano, nossos próximos? Expomos uma visão de que acabamos por vezes a nos transformar em algo que se analisássemos por fora, condenaríamos tamanha prepotência. Restou ao homens o desejo de subir na hierarquia social. O que não deixa de ser algo válido, queremos ascender a algo justo, e ser merecedor de um status de bons adjetivos, a modéstia parte, mas nosso vínculo ao ponto de partida é um conhecimento tão profundo quanto a chegada merecida ao final de uma longa jornada de aprendizados e perigos. Acredito que coube aos homens um anseio de superioridades, mas o que fomos levados a crer que o único caminho que levasse a vitória fosse a única explicação necessária para justificar todos nossos atos acaba se transformando em uma grande e colossal hipocrisia.

Converso com muitos irmãos e membros que me acompanharam ao longo da jornada desse grande projeto. Infelizmente, nunca me restou tempo para que pudesse dedicar-me a responder a todos, mas é gratificante perceber o progresso dos senhores e de perceberem o meu progresso ao longo desses anos. Feliz sou eu de ser reconhecido por isso e felizes sejam vocês por terem crescido como homens.

Devemos ser homens simples que acima de qualquer coisa, luta pela a verdade e nada mais que isso. Que nossos desejos mundanos não ofusquem nossos anseios pela a verdade e nada mais e nada menos que a pura verdade. Porque se acreditamos que podemos alcançar uma paz de espírito, um conhecimento que nos engradeça, podemos também considerar que nosso papel aqui envolva não só a negação do egocentrismo, mas como nossas responsabilidades que permeiam fora disso. A família, seus amigos, e toda as pessoas que você ama.

Então não esqueça sua origem, nem daquilo que importa. As quedas, derrotas, perdas, restam no começo apenas o lamento, o silêncio, as poucas palavras e o laconismo. Porque quando vivemos uma vida completa, em plenitude, em harmonia, podemos perceber que os problemas aparecem, mas não pesam, surgem e não incomodam. Só quando aprendemos a levar nossos problemas como não sendo um beco sem saída e sim como um novo aprendizado podemos finalmente transcender para uma tranquilidade de espírito e felicidade mesmo estando em meio ao inferno, pois isso é aceitar o destino, mas não se acomodar com a situação.

Diante disso, asseguro que independente pelo o que passemos, nossa história não resume a elas, mas sobre como nos comportamos frente a eles. As coisas em nossa volta não costumam serem controladas. Talvez nem nossa vida seja uma possibilidade disso, mas suponhamos que só podemos controlar nossa vida, com escolhas que envolvem o livro arbítrio, deixando de lado o destino, porque sofrer por coisas que estão além de nossas possibilidades? Por que sofremos antecipadamente com ansiedade por coisas que não controlamos. A incerteza de um resultado sobre algo que não agirá de acordo com nossa vontade não faz sentindo ao meu ver. Obviamente, todos nós temos sonhos e desejos e elas envolvem coisas externas, e trabalhamos duro para alcançar tais coisas, mas o resultado por inesperado e além de nossas capacidades deveria servir de guia que não adianta amargurar diante de uma consequência aquém de seus desejos.

Eu não poderia expressar melhor minha despreocupação com as coisas externas hoje em dia. Meus anseios atuais envolvem inúmeras coisas que eu não possuo o controle, mas se eu fracasso, embora eu possa me sentir frustrado, não permito que tais coisas me afligem de forma significante porque sei que sempre existiu essa possibilidade porque eu nunca tive controle sobre tais coisas.

Então, concluindo esse condicionante, que é um prelúdio de um novo, mais importante. Esse ideal Estoico de não preocupação e manter tamanha vitalidade diante dos problemas é muito além do que um mero estilo de vida. Não confunda isso com um instrumento comercial, não é isso que desejo. Mas é sobre comportamento humano, doutrinação.

Nossos estilos são concepções estéticas pessoais, e nos movemos baseando-se nelas e é exclusiva ao dono. Ninguém terá a mesma noção estética que você, mesmo que você faça parte de um nicho específico de senso estético, nas mínimas questões referentes a pequenos gostos pessoais, pois haverá ali dissociações com outras pessoas e cada um terá ali sua exclusividade e autenticidade como pessoa e senso estético. E é sobre Estética que mora um grande gerador de rupturas e transformadores sociais, pois as pessoas costumam agir muito por condicionantes estéticos. Elas carregam em si, essas particularidades pessoais que transformam em ferramenta para outras pessoas. Todas as coisas que aqui disserto para vocês não seriam levadas a sério se eu não tivesse legitimidade para o fazer. Essa legitimidade é também minha estética, que excreta minhas credenciais de quem eu sou e o que eu quero.

Todos sabem que a questão Estética sempre foi de em suma importância para esse projeto. E sempre foi investido grande parte do capital humano para incrementar esse potencial afim de criar um ambiente estimulante e convidativo para novos membros.

Eu não seria quem eu sou se não fosse por minhas influências estéticas que possuem raízes bem definidas. E quando me refiro a estético, me refiro além do visual. Minha determinação estética embarca tanta a concepção visual, como moral e comportamental. Essa condicionante é importante porque ela transforma as abstrações da nossa mente em ações, ou seja, em imagens. Sejam explícitas ou não.

Embora eu não esteja aqui propondo que mude quem você é, obviamente que não, o que estou propondo é justamente permitir ser quem você realmente verdadeiramente é. Permitir que seus anseios estéticos sejam atendidos e que se permita incrementa-los e estimula-los. Quando não permite ser quem realmente é, você abre espaço para influências externas, permitindo o que existe de fora o controla-lo. Então insegurança, timidez, falta de zelo pessoal, falta de vitalidade se tornam amigas próximas. E por sofrer por esses males, depressão é uma consequência natural, mas o ponto é principal é que essa dissociação causa um efeito manada muito impactante. E isso não é necessariamente a pior coisa do mundo, as influências externas sempre existirão, eu possuo inúmeras influências externas nas minhas concepções estéticas, o que é natural de acontecer, mas o que está definido aqui é o tipo de influência externa sendo influenciadora de pessoas. Porque até nisso existe o que é bom ou ruim, o útil e o desagradável, o belo e o feio. Infelizmente muito do desagradável e feio tem sido estimulado com esses mesmos nomes afim de criar rupturas. Não há muito o que fazer sobre isso, pois é um processo natural que ocorrem nas sociedades, mas manter sua mente longe de tais influências corruptíveis é algo certo a se fazer. Não seja esse tipo de aviso como meramente puritano, de forma alguma quero chegar nessa conclusão como se fôssemos ermitãs. Vivemos na sociedade moderna e devemos participar dos avanços e mordomias dessa era para nosso benefício. Mas manter digno diante essa época tão facilmente distorcida é um obstáculo grande. A definição de Arte é técnica, e utilizar-se das técnicas corretas para viver no mundo e ser quem você é, da melhor forma possível, sendo uma pessoa boa e justa é a verdadeira arte de se viver em tempos contemporâneos.

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Geon Tavares

Autor Geon Tavares

Aristocrata, fundador desta organização, escritor e fotógrafo nas horas vagas. Sonha em restaurar o glorioso Império Romano.

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