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Efeito Bolsonaro e projeções

Por 29 de outubro de 2018 No Comments

Jair Bolsonaro foi eleito Presidente da República Federativa do Brasil. Mas diante desse feito, o que podemos esperar de seu governo?

Eu realizei uma pequena análise do mercado sobre as projeções do Bolsonaro frente ao futuro do nosso índice e do dólar no Mercúrio Financeiro, irei transcreve-lo aqui e dar continuidade a publicação.

Sem dúvidas a vitória já era esperada, há semanas o mercado já tem agido e se consolidado de forma favorável devido a Postura liberal do mesmo frente ao mercado financeiro e a instituições bancárias. Bolsonaro não é um legítimo liberal, muito menos um libertário, há muito do seu estilo nacionalista que vanglorie um bom estatismo naquilo que for conveniente, mas o que realmente importou para os bons números do mercado foi sem sombra de dúvidas sua permissividade sobre o Mercado Financeiro e Bancos. Tais instituições que se sentiram asseguradas e tranquilizadas com esse discurso ameno do Bolsonaro contribuiu fortemente para uma resposta positiva. Em contraste ao candidato Eleito, temos posições completamente antagônicas e  rígidas contra o Mercado, acusando-o de rentismo e usura por Políticos como Ciro Gomes, Haddad e Boulos, este último dispensa comentários devido sua insignificância.

Muito daqueles que votaram no Bolsonaro, o votaram por protesto e mudança de Status quo. Bolsonaro há 5 anos jamais cogitaria a possibilidade de se candidatar a presidência e ganhar uma eleição presidencial. Ele já estava bem consolidado em sua função como Deputado Federal e muito provavelmente dedicou sua vida nessa função não esperando expectativas superiores. Então creio que Bolsonaro se colocou dentro de uma viralização por consequência de algo novo no meio político nacional: O poder das redes sociais e da internet. A velha política nessa eleição teve seu funeral definitivo com meros 5% do Alkchim, que seriamente cogitou a possibilidade de vitória apenas por possuir mais tempo de TV. Isso demonstra um desgaste dos velhos políticos com a velha política e falta de comprometimento com as novas tendências sociais. Antigamente sem dúvidas isso seria possível, mas não agora. Em noutros tempos, TV e Rádio eram as principais, senão, as únicas formas de atingir o grande eleitorado. Isso é um ponto importantíssimo, pois marca uma grande ruptura do poder midiático e uma possibilidade de aplicar uma vontade popular muito diferente do que vem sendo praticado por influência da grande mídia que foi monopolizadora de opinião e hoje é hostilizada como propagadora de mentiras vis e ignóbeis. A mídia se tornou uma das instituições menos acreditadas para os Brasileiros. Hoje o povo acredita mais nas instituições militares do que na própria mídia e isso não é  necessariamente ruim, esse dado mostra como o Brasileiro está cansado das mesmas velhas promessas e discursos de 4 em 4 anos. Bolsonaro teve a sorte de ser a única imagem política que definitivamente atentou contra toda essa velha corrida eleitoral simplória. Ele foi o candidato iconoclasta da política Brasileira.

Eu não vou mentir, não sou democrático, não defendo a democracia, o estado democrático de direito é uma abominação para mim e nem comentarei sobre o sufrágio universal. Por questões éticas pessoais me neguei a votar por mais de 10 anos, mas frente a tal eleição e sua importância como uma ruptura, fiz questão de ir lá e votar no Bolsonaro por sua imagem crítica para a mídia como fosse a eleição de um Ditador Maquiavélico, e permita-me dizer que quem dera se fosse verdade. Qualquer coisa que ocasionasse tal ruptura eu estaria apoiando rigorosamente com o meu voto. Bolsonaro atentou também contra o viés progressista social que temos importado há décadas do ocidente e que causou danos seríssimos a juventude Brasileira, infelizmente não poderei me aprofundar nesse assunto, pois com certeza seria acusado de crimes por ataques a minorias que não valem a penas serem ditas agora.

Eu não vejo Bolsonaro como um Político Messiânico, e nem penso que ele fará enormes mudanças na política nacional, como acredito que será um governo mediano sem muitos problemas. Mas desde que ele atente contra o investimento público em ONGs de caráter progressista e ao mero apoio a tais causas que foram via de regra, eu estarei vendo com bons olhos. Há de salientar que Bolsonaro já impôs diversos limites ao seu Economista Paulo Guedes acerca das privatizações, e para os nacionalistas isso é algo que agrada aqueles que tinham dúvidas se ele poderia vir a ser um FHC 2.0.

Iremos a análise do mercado

Se Bolsonaro ao vencer as eleições, possivelmente no dólar confirme o rompimento e vejamos uma brusca e rígida queda no dólar, e um novo período de alta no índice, mas não espero altas monstruosas no Indice, visto que os índices globais costumam andar em tendência mútua, e é esperado que 2019 e 2020 sejam anos baixistas ao redor do mundo segundo 2/3 de todos os economistas americanos. Apesar das notícias beneficiarem o Bolsonaro e consequentemente alegrar o mercado, duvido muito que consiga apenas por isso andar contra a mandada e ir contra todos os índices globais que estão em prelúdio de queda.  Mas há algo importantíssimo e que vai ocasionar muito alarde midiático a princípio, mas não devemos exagerar tal resultado. Nós estamos atualmente nos 86.000 pontos no índice. Nossa máxima história foi de 88.000 pontos. É capaz de ao longo dessa semana o mercado subir facilmente mais de 2 mil pontos e alcançar novos topos históricos e ser visto como uma ótima notícia para o mercado, porém há razões que devemos ponderar e que condizem com a análise técnica e que não necessariamente deve ser visto como algo extremamente positivo.

Vamos pegar uma imagem mais panorâmica para um entendimento total do contexto atual que nos encontramos.

Nós estávamos em uma tendência de alta desde de 2016. Essa época que registou uma boa queda no dólar, alcançando o valor de R$3,00. Frente aos R$4,20 que tínhamos alcançado em 2015, foi uma queda e tanto. Essa padrão de alta no Indice Brasileiro foi global. A maioria dos índices globais responderam com essa mesma alta e no mesmo período. E todos eles alcançaram o fim deste ciclo de alta e romperam tais canais no mesmo mês. O prognóstico do pós-rompimento é incerto, pois nada garante que o rompimento será confirmado e o que acontece normalmente é o mercado ficar instável. Diante das incertezas do mercado e das eleições esse efeito foi bem maior no nosso índice que estava apresentando um comportamento lateralizado. Ou seja, sem uma direção definida.  De qualquer forma, é possível ainda sim perceber um certo início de tendência de baixa como foi traçado no gráfico. Um canal de baixa foi projetado e o mercado relativamente respeitou bem, porém atualmente estamos passando por rompimento deste canal de baixa, arrancando numa alta promovida pela os bons números do Bolsonaro nas eleições.

Diante disso,  existem algumas possibilidades. No qual destacarei a mais importante e provável ao meu ver.

  1. O índice subirá até o canal de 2016 que foi rompido e realizará o chamado Pullback e realizar uma queda acentuada respeitando a tendência mundial na queda dos índices e compactuando com a ideia de 2019 e 2020 serem anos baixistas. (isso não é necessariamente culpa de uma má gestão, mas uma tendência natural que já estava para ocorrer por inúmeras razões e motivos, porém ela pode ser mais intensa dependendo de qual candidado for eleito a presidente.)

Diante da vitória do Bolsonaro é capaz do Indice buscar justamente o Pullback para depois começar 2019 e 2020 como anos baixistas. Nesse meio tempo da vitória até a possível início de um Pullback, Bolsonaro desfrutará de diversos topos históricos sendo rompidos e sua imagem sendo beneficiada e considerada a causadora de tais bons números do mercado, mas é válido salientar que tais padrões poderiam vier a ocorrer sem sua intervenção.

Resta aguardarmos a abertura do mercado. Eu espero altas no índice, queda no dólar e alta acentuada nas ações da Taurus para essa semana.

Geon Tavares

Autor Geon Tavares

Aristocrata, fundador desta organização, escritor e fotógrafo nas horas vagas. Sonha em restaurar o glorioso Império Romano.

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