“Certamente têm razão aqueles que definem a guerra como estado primitivo e natural. Enquanto o homem for um animal, viverá por meio de luta e à custa dos outros, temerá e odiará o próximo. A vida, portanto, é guerra. Não é a fome, mas, pelo contrário, a abundância, o excesso de energias, que provocam a guerra.”

Condicionantes são as coisas (Arquétipos) que empurram a história para certas direções. Tais condicionantes estimulam certas ações, valores e moralidade respectiva. Essas condicionantes servem como uma liga que fortalece e causa rupturas ao status quo. Embora eu não creia que mesmo apesar das possibilidades de existir rupturas iconoclastas, porque essencialmente todas são, elas não podem, de forma alguma, serem impedidas. Elas ocorrem naturalmente, como processos naturais. Tais condicionantes podem ser implícitas, indiretas, diretas e explícitas. De uma ação política movida por propagandas estimulando a ruptura à mais mínima nova ação que ninguém repara ou percebe, que ao longo dos anos cresce e ninguém repara, e quando menos imaginamos, já o repetimos por aculturação e o consideramos como parte da moralidade e quem se opor estaria sendo imoral. Para destrincharmos tais condicionantes é necessário primeiro de tudo entender o que são essas condicionantes que movem a história, porque elas ocorrem e como podemos direciona-las para objetivos saudáveis próximos a verdade. Porque tais condicionantes acabam fomentando novos modelos de sociedades, novas revoluções, novos posicionamentos coletivizadas. Essas rupturas sendo indiretas ou não, explícitas ou não, são necessárias até o ponto de encontramos um equilíbrio de sociedade ideal que gere ordem pública e Ascensão teológica, econômica e social de uma sociedade. Esse tripé é essencial para o bom funcionamento de uma sociedade e que a permaneça na disputa de sobrevivência como uma sociedade forte, que tem capacidade de praticar sua independência frente a outras sociedades. Uma sociedade pode ser moral, religiosa, dentro dos limites de uma sociedade justa, mas se ela renega a economia, renega o comércio, assim como faziam os Gauleses, assim como fizeram os Espartanos, só restarão cinzas e citações sobre seu passado. Comércio também diz a respeito à tecnologia. Sem estas, nações consideradas adequadas moralmente serão fracas e perecíveis a forças estrangeiras e nada adianta andar em conformidade com leis estabelecidas pela a natureza. Mas sociedades que estejam desviadas desse caminho podem até se aproveitar de algumas gerações em fartura, causadas por condicionamentos antigos, prévios, de caráter civilizacional que levaram aquela sociedade a tal status, mais tais rupturas levaram ao esquecimento e enfraquecimento de instituições importantes, civilizacionais que noutrora, eram questão de estado, eram leis tão importantes impossíveis de serem deixadas para trás, mas agora estão no limbo, no foro particular, deixadas ao relento. Sociedades que esqueceram desses valores, experimentam novas gerações cada vez mais afeminadas e distantes da verdade. Já não se importam com questões de segurança nacional, eles estão preocupados com suas novas formas de alcançar prazeres, de regozijar-se diante de uma utopia alcançada por milênios de guerra e luta. Eles não sabem, mas seu estilo de vida está ameaçado por novas forças que estão os alcançando, e eles nada fazem, nada impedem, apenas observam e até encorajam, pois já estão iludidos em preceitos contrários a natureza, em uma condição de paz perpétua irrisória, numa democracia envolvente que está totalmente desarmonioso com as leis da natureza.

A prevalência de assuntos de caráter social sempre foi senso comum do que os conceitos mais atuais sobre liberdade de expressão. Você não era só obrigado a fazer, cultuar ou seguir mandamentos morais, como se não o fizesse, poderia ser punido com a morte, você era compulsoriamente ordenado a seguir os mandamentos dos antigos, a sabedoria dos mestres e a seguir sua cultura e seus preceitos. O que vivenciamos atualmente é de certa forma um período de distorção nas sociedades que ocorreram em forma de prelúdio antes do declínio. Brasileiro por si, é um ser aculturado, nossas raízes já estão há muito tempo apagadas, apenas repetimos algumas tradições por deleite, mas já esquecemos de seus significados. Obviamente nossos valores já não são tão priorizados como antigamente e nossas instituições estão cada vez mais desacreditadas. Destarte, isso não poderia maior sinal de que a situação tenderá a uma mudança, a uma nova ruptura, benéfica ou não, mas de forma explícita, porque a verdade baterá na porta um dia e ela estará gritando. Não só deveríamos estar comprometidos com o que ocorre entre nossos iguais, em nossa sociedade, como fazendo valer aquilo que faz de nós homens políticos por excelência.

Geon Tavares

Autor Geon Tavares

Aristocrata, fundador desta organização, escritor e fotógrafo nas horas vagas. Sonha em restaurar o glorioso Império Romano.

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