“Toda grande civilização decai esquecendo coisas óbvias”. – G.K. Chesterton

Saudações, irmãos.

Faz um tempo que não publico textos novos devido à falta de tempo e por estar me dedicando exclusivamente em novos projetos profissionais. Diante dessa nova empreitada que tenho realizado para melhorar minha condição atual (status quo), percebi que isso é um assunto muito pertinente para ser tratado por aqui, no Semper Viri.

Os últimos 3 anos passaram rápidos demais, eu não tinha parado para pensar nisso até há pouco tempo, antes de começar com novos projetos. Me encontrei numa situação de comodismo e procrastinação. Embora eu esteja ganhando bem e minha vida esteja estável, me vi numa situação de que os últimos 3 anos passaram tão rápido porque não fiz nada que merecesse ficar gravado na minha memória. Quando há algum tempo no passado você estava consolidando posições vantajosas sobre coisas que refletem sobre seu estilo de vida e aquilo que propagada para um pensamento de que talvez esteja procrastinando e perdendo tempo.

Isso me serviu como um novo aprendizado importante, de que quando nos consolidamos em uma posição, tendemos ao comodismo, o que parece ser óbvio à primeira vista. Mas embora seja óbvio, e de fácil entendimento, caímos nessa condição e não enxergamos isso. Eu não tinha percebido que deixei de fazer planos para o futuro, de querer aprimorar e ascender mais, de realizar novos planos que me levassem para frente. Quando entendi o que estava fazendo e parei para analisar os meus últimos anos, a agonia de ter perdido talvez 3 anos da minha vida em coisas fúteis me fizeram me sentir mal, mas após pensar melhor sobre isso, vejo que não devemos transformar isso num tormento para a nossa existência. Se tais coisas ocorrem, o são porque nossa natureza é assim. Diante de obstáculos, desafios, lutas, momentos de sofrimento e agonia, estabelecemos em nossa mente o objetivo de superar tais condições. Não queremos viver em agonia, ou em lamento, ou numa situação que nos incomode, então nós trabalhamos para superar isso, afim de melhorar de vida, trabalhar, estudar, se esforçar enquanto o necessário. Todos meus livros e o novo que estou escrevendo dissertam muito bem sobre isso e não seria diferente, assim como essa luta não é diferente, pois aos que superaram algum problema e se acomodaram restam outros novos objetivos e batalhas. A luta nunca cessa, ela nunca para, ela nunca dá trégua. Nos embebedamos com uma sensação e deixamos de lutar, deixamos de progredir, deixamos de produzir. Talvez isso seja mais perigoso que viver no tormento, pois pelo menos no segundo temos uma constante lembrança de que precisamos mudar, quando na primeira nos esquecemos completamente de lutar.

Me vendo nessa situação, corri para mudar minha rotina e me condicionei a uma nova rígida disciplina de Estudos, estudos e mais estudos. Anseio fazer uma nova faculdade, iniciei meus estudos no japonês e se tudo der certo, viverei alguns anos da minha vida por lá. Estabeleci tais objetivos na minha vida porque representam um desejo meu antigo e quero alcança-los e não gastar mais alguns anos da minha vida em conformidade com minha atual situação vendo os anos passando diante dos meus olhos sem fazer nada produtivo. O bom combatente luta, e o que fazemos ou deixamos de fazer nos diz muito a nosso respeito como pessoas.

Minha vida não é perfeita e passo por problemas do cotidiano como qualquer um. Isso não é e nunca foi um empecilho, porque já me encontro num estágio que suporto muita coisa de forma estoica sem nenhum problema, mas não veja isso apenas como mérito e benefício, pois tal natureza de suportar coisas tranquilamente me fez esquecer, acostumar e a normalizar uma situação que não deveria ser aceita, mas está aqui, convivendo intimamente e eu sem fazer nada. Não preciso dizer que comecei a resolver tais problemas que estavam jogados de lado, pois agora que foquei mais uma vez em algo, meus dias rendem mais, me lembro de mais momentos, me enriqueci com novos conhecimentos importantes e acima de tudo, encheu minha vontade de lutar novamente.

O que fazer para começar a mudar

No momento em que me vi numa situação indesejável, estabeleci uma lista de objetivos. Quando comecei o projeto Semper Viri, o antigo Clube dos Homens, eu fiz da mesma forma. Tal modelo não é complexo, na verdade é simples, mas isso não é algo ruim. Diante disso, vendo minha atual posição, minha condição financeira e meu tempo livro, procurei pesquisar sobre aquilo que queria e vi a visibilidade disso num espaço de tempo imaginado. “Quantos anos demorará para alcançar meu objetivo? ” “Quanto me custará? ” “Quais sacrifícios terei que fazer? ” Você deve colocar tudo numa balança, mas não com o intuito de ver se vale a pena ou não arriscar, mas apenas para estabelecer prazos, metas, desempenho médio. A disciplina exige isso, e a meta é um esforço conjunto.

Por exemplo, estou a estudar japonês 4h por dia e em menos de 6 meses já consigo ler textos simples e comunicar-me basicamente. Sei que em uns 2 anos e indo para lá, conseguirei a fluência que tanto almejo. Portanto, é tudo uma mera questão de tempo. No meu ponto de vista, isso tem preenchido uma vontade e razão para correr atrás das coisas. Eu tenho estudado em conjunto com Japonês o meu serviço de Web Designer e afins. O Mercado Financeiro, na qual, já estabilizei uma quantidade de ganho razoável ao ponto de me prover o mínimo que preciso tem sido um escudo para evitar problemas decorrentes dos gastos e não exige que eu fiquei em exposição (saldo negativo)

 

2 cadernos já preenchidos.

Resumindo:

  1. Estabelecer objetivos
  2. Estudar visibilidade
  3. Estabelecer metas
  4. Trabalhar duro até conseguir

Não esqueça daquilo que um dia te motivou, não deixe perder o sentido da luta, de progredir  e transcender como homem. Não se torne por mais um que apenas respira e não vive de verdade. Há muito o que pode ser feito, conquistado, batalhado. Faça disso seu estilo de vida, pois uma vida omissa é uma vida de arrependimentos amargos, porque você viveu nada merecidamente digno de lembranças boas ou ruins.

“O que deixamos para amanha acaba ficando no ontem”

Geon Tavares

Autor Geon Tavares

Aristocrata, fundador desta organização, escritor e fotógrafo nas horas vagas. Sonha em restaurar o glorioso Império Romano.

Mais Artigos de Geon Tavares