Caros irmãos,

Sempre exaltei a busca perpétua por nossos sonhos de vida, seja profissional, familiar ou ambos. A grande sacada sobre o que tínhamos que ser perante aquilo que queríamos ser, e os devaneios de nossa juventude com nossos sonhos irreais e fictícios, poderiam sempre nos proporcionar uma lição de moral, uma visão nova, um novo conhecimento e uma nova habilidade. Habilidade que poderia ser útil num dia, uma nova forma de enxergar um determinado assunto, que traria mais clareza a sua mente, e uma lição moral aprendida, para não cometer o mesmo erro novamente. Tudo sempre pareceu caminhar para a evidente estrada de conclusões e sonhos não realizados. É mero senso comum. Aquilo que não conseguimos por tentativa ao erro, repetição a permanência do status quo, uma hora, seja cedo ou tardio, consideraremos tal prática inviável, impossível ou somente não sendo capaz de realiza-lo. Os desconfortos que são gerados pelo o fracasso, trancafia nossa mente em uma prisão de pessimismo. Talvez, e em nosso texto interior, toquei que tal questão poderia não ser algo necessariamente ruim, apesar dos pesares, pois o pessimismo nem sempre estará preso a falta de ação, pois isso seria inaceitável, pois tal prática não tem cabimento para nosso pensamento transcendental. Pensemos que o pessimismo aqui esteja muito mais ligado a um realismo cético sobre as coisas a sua volta do que um marasmo da nossa consciência em estado depressivo. Assim como fracassei em algumas coisas, e acredito que você, caro leitor, também tenha fracassado, restou-nos a incerteza do amanhã à busca pelo o recomeço descompromissado.

Tal comprometimento faz reavaliarmos todas nossas conclusões que alcançamos ao longo da vida, como se tudo que foi praticado, foi errado ou não suficiente. E talvez seja isso, não posso determinar precisamente, casos são casos, mas isso não importa, pois aprender do zero ou retentar o que foi aprendido são coisas muito parecidas quando nós falamos de comprometimento. Mas o ponto em que caímos até ao ponto em que precisamos nos reerguer é uma tortuosa estrada de descompromissos, faltas, desestímulos ou medo de fracassar novamente. Lembro-me de um seguidor que desabafou sobre sua experiência de fracasso e derrota. Um jovem aspirante a dono de seu próprio negócio, fracassa e fali, tendo que voltar a morar com seus pais, e como era de se esperar, vivenciar tamanha vergonha o colocou numa situação depressiva, incluindo também, sua esposa, que o abandonando logo em seguida. Podemos concluir que tudo que poderia ter dado errado, deu errado e nada restou a ele, a não ser, sua família. Mas o cerne da questão em que quero chegar, é o ponto de partida que foi sua forma de recomeçar. Ele não acordou num dia seguinte e decidiu que a partir daquele dia ele estaria melhor e tentaria novamente. De forma alguma, muito pelo o contrário, percorreu um longo caminho para o recomeço, sendo ele provido por pequenas conquistas individuais que impactaram a sua vida de forma positiva. Ele começou seu processo de superação dedicando-se em exercitar-se numa academia e focando nela. Aperfeiçoou seu corpo, que nutriu sua mente e melhorou sua autoestima, buscou ali ser recompensado em pegar o peso, em ultrapassar as barreiras que seu corpo tinha, vencendo o ferro e abdicando de uma vida auto-depreciativa  para algo ativo, de ação constante e que lhe proporcionou um estilo de vida saudável e disciplinado. Perceba que este ato de auto-recompensa é útil, aconselhável e benéfico. Não podemos negar ou esconder as nossas feridas, elas precisam de tempo para cicatriza-las,  e ignorara-las seria apenas mante-las abertas.

Precisamos sentir a dor, o desespero e a agonia para apenas assim ficarmos livre delas. O arrependimento não sumirá, mas o sucesso futuro ofuscará seus erros passados. E vencer a si mesmo, melhorar-se, desempenhar um papel melhor do que fazia antes é a melhor recompensa que podemos desejar no momento, pois ninguém gosta de perder, de retroceder, de se inferiorizar, só os covardes e fracos de espírito se consolidam nessa situação e estando em tal momento sensível de sua vida, uma vitória é avassaladora e inspiradora.

Sejamos maduros para aguentar os solavancos da vida, as quedas e derrotas que ela proporciona, pois somente os vitoriosos conseguiram ultrapassa-las, só os melhores, os sábios, os fortes e os corajosos são dignos de herdar o sucesso nessa terra. E busquemos em nossos corações e mentes, o conhecimento, o controle e a sabedoria para ultrapassar nossos medos, erros e anseios. Pois a beleza de nossos fracassos está no que absorvemos para o autoaprimoramento de nossas vidas em prol daquilo que sonhamos.

“Reerguer-se diante de uma queda não só é importante, como é uma obrigação moral.”

Geon Tavares

Autor Geon Tavares

Aristocrata, fundador desta organização, escritor e fotógrafo nas horas vagas. Sonha em restaurar o glorioso Império Romano.

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