03 set, 2018

Nem tudo que reluz é ouro

03 set, 2018

Semper Viri, irmãos

Faz um tempo que não publicava textos novos. Estou focado em publicar conteúdo exclusivo para os Patronos, caso não saiba o que é essa inciativa, clique aqui para ler mais sobre.

A verdade, embora seja dificilmente tateável, sempre foi nosso objetivo final, nosso bastião. Poderíamos mudar totalmente nossa visão como causa se provássemos que estamos errados, pois a verdade sendo atemporal e universal, não requer apresentações, pois é o que é, e isso basta. Mas nunca conseguiram, e trabalhamos duro para justamente desmontarmos falácia atrás de falácia para a conclusão de nossos projetos duradouros e isso embarcar até nossas próprias visões e parceiros. Mas como o próprio nome desse texto diz, nem tudo que reluz é ouro, pois nem sempre veremos o certo como nem sempre veremos o errado com as boas estigmas que a verdade carrega e nem com a imoralidade que a mentira traz consigo. Em tempos contemporâneos muito informação é proliferada e muita desinformação também, e temos a ascensão de milhões de nichos específicos, cada uma delas com seu próprio conceito de verdade, quando não muito, a renegam categoricamente. Então como encontrar a verdade ou qualquer resquício dela em um mar de opiniões polarizadas? Essa é a pergunta.

O conceito de ideologia carrega uma boa parcela dessa culpa, pois os que militam não adéquam ela a verdade, mas adéquam a verdade em sua ideologia afim de se manter correto, certo, verdadeira. A pauta para eles nunca foi alcançar a verdade e sim o sucesso de seus experimentos sociais, pois é um fim a si mesmo para a conclusão de obras no qual consideram vantajosas mesmo que isso atente contra algumas respostas encontradas no caminho. E mesmo reconhecendo as limitações, todos nós já estamos cansados de ouvir as mesmas desculpas e promessas vazias afim de continuarem legítimos. Nossas próprias instituições morais, que já estão em declínio há algumas décadas já perderam qualquer que fosse seu compasso moral e serve apenas de cabo de guerra entre frentes polarizadas que só se importam em poder de barganha, política de pão e circo e humanismo iluminista francês. Brigam, discutem e regojizam por um cachorro morto que é a nossa velha república declinada. Nós já superamos qualquer que fosse a ideia de se quer ousar a cogitar a ideia de tocar nesse campo. Todos nós já transcendemos a isso. A velha política já está longe de qualquer volta, pois quando uma planta nasce torta, não basta endireitarmos o caule, mas cortar o mal pela a raiz e plantar algo novo.

Para o bom homem em forma de arquétipo que exaltamos, este não se prenderia em ideologismos, e nem puramente na própria ideia de politicagem como conhecemos. Veja, a negação da política não precisa ser vista como um convite para para eremitismo, mas a ideia de que não precisamos do mesmo modelo como instituição de um statuo quo ruim. O guerreiro político sempre foi algo no qual nos respaldamos, assim como os estoicos que se viam como sábios que precisavam guiar os homens para a verdade. Mas não estamos aqui para apontar erros, mas para encontrar a paz, a verdade, a plenitude moral e tudo aquilo que importa para uma mente sadia. Quando vemos os movimentos sociais, todos eles muito entrosados no cotidiano de nossas cidades, eles acabam criando um desserviço enorme a tudo que poderia representa civilizacional ao mundo.

 Certamente, se não para conquistar uma virtude perfeita, ao menos em função de uma vida civil, é útil nutrir-se de opiniões de veneranda antiguidade e seguir uma tradição antiga de nobres ações, que os históricos e toda a estirpe dos poetas transmitiram à memória dos contemporâneos e dos posteriores.” – Crísipo. 739B

Se não for para nos dedicarmos a boas obras e coisas belas do que mais precisaríamos? Esse posicionamento levou homens o inevitável declínio de permissividade a coisas não-civilizacionais. Pois a exaltação de um comportamento incompatível e não-civilizacional não é benéfico, sempre foi um ponto importante do ideário. Esse simulacro de “Não é comigo” é uma faca de 2 gumes. Por toda a história da humanidade, instituições, seja morais ou não, regularam, ditaram e propiciaram as ascensões e declínios de civilizações pela as pautas que elas se baseiam e permitiram. Renegar as instituições e abdicar-se delas é um problema grave e degenerativo. Sem falar os mesmos que nos atacam e renegam nossas instituições e valores anseia por nossa morte, censura e escárnio. Como já somos duramente censurados, porque a sociedade atual, com suas bases no estado democrático de direito nos considera agentes subversivos e que atença contra essas instituições, que ao nosso ver, falidas. Por conta desta, temos que ter muito cuidado com o que falamos e defendemos.

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