De fato, distanciei-me um pouco sobre relacionamentos e assuntos sobre as mulheres visto que essa organização floresceu a um caminho mais filosófico e focado no comportamento masculino. Entretanto, é sempre bom deixar claro que não esqueci completamente o tema, e que, embora não tenha publicado muito sobre, ainda continuo a escrever e agregar conteúdo para justamente poder produzir um futuro livro que estarei lançando em algum momento desse ano ou no próximo.

Aos homens jovens que sempre ansiaram pela a conquista nada mais foram do que apenas homens e sempre esteve em nosso sangue tais desejos que todo homem possuí e não devemos nos envergonhar. Mas os sonhos e desejos, independentemente de serem possíveis ou não realizáveis, devem sempre partir de um ponto de vista em que você não prejudicará sua moralidade, virtude e honra. Talvez soe utópico, visto que estamos apenas falando de relacionamentos e não de um crime capital. Porém o ponto aqui tratado parte de um estilo de vida em que apesar dos pesares, a virtude é mantida em detrimento do desejo, mas não baseando-se em um puritanismo, que embora seja prazeroso, não é o que trará calmaria e felicidade ao seu coração. E custei-me muito para aprender isso, que onde um dia desejava sexo casual, hoje eu a renego completamente.

Mas longe de ser um puritano, minha vida não é um ascetismo completo, apesar de adotar várias práticas ascéticas, ainda pratico o prazer em um certo grau, amando intensamente na medida em que quero construir uma família duradoura e assim sucessivamente. Mas idealizar esse tipo de coisa nos tempos contemporâneos é complicado, ainda mais quando falamos de uma questão moral tão antiga, totalmente ultrapassada com os anseios dos relacionamentos modernos. Então agir como um homem do século 12 não lhe trará o que deseja, mas não pedindo que seja algo que não é, apenas limito a dizer que ou você escolhe a reclusão social ou aceita uma nova ideia de mente aberta. Isso tudo se você de fato pensa de forma clássica. O homem atual não necessariamente precisa ser um saudosista, pois os homens sempre transcenderam por meio de rupturas sociais, e mesmo que você possa e deva se espelhar em grandes homens, temos que ter em mente que o tempo não para e que estamos em constante inovação social e tecnológica, onde acaba formando nossas habilidades de sociabilidade e comunicação que compreende uma infinita nova teia de oportunidades e aprendizados naquilo que você deseja aprofundar.

E na era da informação, quando temos um grande poder de comunicação em nossas mãos, os relacionamentos se tornaram, inevitavelmente, algo muito mais propenso ao curto prazo do que os pensamentos de casamento por toda uma vida. Onde quando antigamente pessoas acabavam conhecendo no máximo 100 pessoas em toda uma vida, atualmente descobrimos um novo rosto todo dia. As possibilidades sendo quase infinitas fazem com que nos instiguemos com elas, vendo inúmeras belas mulheres que embora morem distantes ou não, sonhamos e pensamos em não nos prendermos em apenas uma, mas tentar apreciar cada uma daquelas que nos instiga prazer e desejo. Eu recebo inúmeras mensagens e e-mails de seguidores com este exato problema, e mesmo eles reconhecendo tal enfermidade, contemplam e acabam abandonando suas namoradas para buscar prazer em outras. Tudo a custo de uma curiosidade que os cegou e tirou de suas prioridades civilizacionais.

Relacionamentos perdidos, casamentos arruinados pela a curiosidade da vida única, das experiências que queremos porque sentimos o interesse, tudo isso acaba criando um coquetel de emoções e sentimentos que onde quer que olhemos, temos tentações e curiosidades e instigações que nos influenciam de tal forma em que abrimos mão de coisas importantes, ou que ao menos deveriam ser. O homem foi capado de sua tenacidade de orgulho estoico, como uma virtude de um homem simples que só queria ter sua vida calma e tranquila. Mas não, pois tudo que atualmente queremos são experiências e aventuras, queremos aproveitar ao máximo os sentimentos, os prazeres e tudo aquilo que possa viciar por momentos apaixonados e isso nos leva a um erro fatal e sem volta.

Como navegar por esse mar de oportunidades, que apesar de estar solteiro, ou com problemas no relacionamento atual, buscará as respostas de forma honrada e acima de tudo, com virtude. Pois ela é a nossa redentora, que a leveza de uma consciência limpa é algo irrelevante aos que possuem, mas um sonho eterno aos que carregam arrependimentos. E vale uma vida pura do que uma vida de arrependimentos. De fato, é verdade que os fardos que carregamos acabam nos moldando, e erros fazem parte de nosso aprendizado, mas entenda que estou diferenciando erros de aprendizado com arrependimentos por falta de virtude, desonra ou traição. Apesar de aprendermos com esses erros, não devemos banaliza-los e transforma-los em meras ferramentas de aprendizado. Devemos a todo furor, renegar e evitar isso.

Claro que diante de tudo isso que foi dito, não poderia deixar em segundo plano os conhecimentos para aplica-los em relacionamentos, sejam eles já estruturados ou antes mesmo deles existirem. Nos últimos anos tenho adotado um estilo de vida Estoica, e me considero um adepto do estoicismo. Uma escola filosófica grega que criou uma riquíssima filosofia que apesar de ter quase todo seu conhecimento perdido, restou-nos praticamente fragmentos de sua ética e estilo de vida. E através de minhas experiências com as mulheres e relacionamentos, e a tudo aquilo que já fiz, seja praticando atos hedonísticos com mulheres fáceis e aleatórias que hora serviam para passar tempo, hora serviam para me viciar por algo que não me engradeceu como homem. É exatamente o oposto disso a proposta que o Estoicismo propõe, como uma espécie de filosofia de vida que declara a negação disso em prol da felicidade duradoura e a tudo aquilo que importa para o homem; Uma vida cheio de virtude e eudaimonia(felicidade plena).

Mas os desconfortos que isso gera no começo são aterrorizantes. Por que você deve me ouvir se o que desejo é algo tão simples e direto? Essas perguntas ocorrerão normalmente ao decorrer deste humilde texto, e a resposta dela não será dada por mim, ou por outrem, e sim por sua própria consciência que decidirá o que você deve seguir ou não. Você pode muito bem utilizar seu conhecimento para racionalizar e conseguir sexos fáceis e casuais. E poderá se embebedar disso e apreciar toda essa experiência a cada instante, mas quando falamos de vícios e desejos e emoções que ludibriam nossa mente e transformam nossa percepção de mundo em algo completamente confuso e unilateral, dependerá apenas de seu desejo de transcender a isso tudo e buscar algo novo para sua vida em troca de algo que complete-a inteiramente e permanentemente e não temporariamente pelo o prazer irrisório que um orgasmo oferece. Pois entenda, o prazer que sentimos ao conquistarmos uma mulher e possuí-la em seus braço é algo bom, mas a sensação de viver em virtude, de forma harmoniosa em plenitude do bom e justo é algo que não só se torna imensurável, como se torna a verdadeira resposta para a felicidade plena. E nessa felicidade você ainda poderá ter aos seus braços uma linda mulher para chama-la de esposa.

Provavelmente os que lerem esse singelo texto chegarão em duas conclusões distintas; Ou reconhecerão alguns problemas e buscarão uma vida solitária ou buscarão uma parceira para toda uma vida. Assim eu espero que ocorra. Independente de como você interpretará esse conhecimento, e futuramente com o nosso próximo livro focado em relacionamentos, peço, humildemente, que respeite acima de tudo, os valores que fazem de nós, homens tão distintos em tempos modernos.

Geon Tavares

Autor Geon Tavares

Aristocrata, fundador desta organização, escritor e fotógrafo nas horas vagas. Sonha em restaurar o glorioso Império Romano.

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